Olá,  vestibas.

Uma pergunta provocativa me veio à cabeça nesse final de semana. Vale tudo para conseguir ser o melhor em algo? Ou então, vale tudo para ser considerado o melhor? Duas questões semelhantes, porém não iguais. A primeira se refere aos sacrifícios que um competidor esportivo, corporativo ou acadêmico precisa fazer e as características necessárias para conquistar um prêmio (leia-se medalha, promoção ou status de melhor vestibulando). A segunda tange a ética para alcançar tal feito.

Nesse mesmo blog já postamos que estamos numa realidade extremamente competitiva, em que precisamos comprovar que estamos aptos a alcançar um objetivo sempre maior. Devido ao ambiente e às pressões inerentes da busca incessante pelo “sucesso” (o qual pode ter muitas leituras de seu significado), alguns indivíduos optam por abrir mão de outras áreas de sua vida, como família, amigos, lazer, entre outros. Trata-se de escolhas para alcançar um alvo traçado: ser o melhor ciclista do mundo, ser o CEO mais jovem da multinacional, obter a maior nota em um vestibular concorrido.

É notório que grandes objetivos normalmente demandarão grandes sacrifícios. O problema talvez comece, quando a busca vem a qualquer custo. Recentemente nos deparamos com alguns exemplos que mostram que muitos indivíduos admirados pelos seus feitos, sucumbiram a meios ilícitos para serem considerados os melhores. Rapidamente podemos listar esportistas como Ben Johnson, que surpreendeu o mundo com uma marca inacreditável nos 100m rasos e Lance Armstrong, que venceu a Volta da França 7 vezes. Não há dúvidas de que eles se esforçaram para serem muito bons e talvez fossem realmente os melhores, mas a insegurança de não vencer, de ser apenas bom e não o melhor os levaram ao fraquejo e à covardia da fama ao custo mais alto: consciência tranquila e sensação de merecimento.

Exemplos servem para serem seguidos ou justamente para não serem repetidos. Convido-os a refletirem como suas escolhas e objetivos influenciam em suas ações diárias.

Segue entrevista do ciclista Lance Armstrong sobre sua confissão quanto ao uso de doping.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma boa tarde a todos!