Projeto de aluno da PUCPR concorre a prêmio Tecnologias que Transfomam.

 

Notícias de crianças esquecidas dentro de automóveis, infelizmente são frequentes. Muitas vezes, os bebês ficam por tanto tempo nos veículos que acabam morrendo. Para mudar o final dessas histórias e salvar a vida de muitas crianças, o aluno do curso de Engenharia de Controle e Automação da PUCPR, Matheus Tomio, criou o projeto “Bebê a Bordo”.

“A ideia consiste em um par de pulseiras que se comunicam somente entre elas. A mãe fica com uma e o bebê com a outra. Quando ambos se distanciam 10 metros, as duas pulseiras vibram e a do bebê emite um efeito sonoro capaz de localizá-lo”, explica Matheus. Hoje o projeto tem três versões: Bebê a Bordo – Radar, Bebê a Bordo Radar II e Bebê a Bordo – Sonar.

O Bebê a Bordo – Radar é a versão mais básica. A pulseira tem fixação por imã, que não machuca o bebê e é à prova d´água, então a criança pode salivar à vontade que o dispositivo não será prejudicado. As pulseiras emitem um radar sonoro quando mãe e criança se distanciam por 10 metros.

A segunda versão do projeto tem basicamente as mesmas características da primeira, só que funciona por meio de wireless, sistema que traz algumas vantagens: “Os dez metros deixam de ser apenas lineares. Agora a mãe pode estar no andar de cima e ver que seu filho está no andar de baixo. É uma atualização pequena, mas já é alguma coisa”, relata o estudante.

A terceira versão, Sonar, possui calibração à distância e uso de aplicativo em um smartphone. “Na praia, dez metros é pouco e 40 é muito. Isso porque os pais costumam ficar na areia e seus filhos na beira. O bebê pode ir para o fundo ou para a orla e correr o risco de atropelamento. Dessa forma você pode calibrar para 18 metros, por exemplo. Tudo via satélite. E se tiver um smartphone, não precisa da pulseira. Além do celular servir como pulseira vibrando quando a distância ultrapassa do limite esperado, você tem todo um controle de onde seu filho está e esteve, via GPS”, descreve Matheus.

O projeto foi premiado com o 3º lugar do XX Seminário de Iniciação Científica da PUCPR (SEMIC) no ano passado. Nesta semana, Matheus está em São Paulo, na Campus Party, tentando financiamento para que o projeto saia do papel. E o Bebê a Bordo também está na concorrência do prêmio “Tecnologias que Transformam”, da Fundação Telefônica. Os dez vencedores receberão 10 mil reais para viabilizar seus projetos. Para ajudar o projeto “Bebê a Bordo” a ser um dos vencedores, acesse https://tecnologiasquetransformam.org.br/ideias/443 e curta a ideia via Facebook.

 

Fonte: PUCPR