Roger Hughes, biólogo marinho da Universidade Bangor, no norte do País de Gales, jamais observara as aves pinguins-imperador em condições naturais até o momento em que os viu em um documentário da BBC e ficou curioso para saber como conseguiam nadar tão rápido. O biólogo logo pensou que as bolhas que os pinguins produziam poderia ter alguma relação com a velocidade deles.

Com a colaboração do engenheiro mecânico Poul Larsen, da Universidade Técnica da Dinamarca, Hughes e um colega biólogo passaram muito tempo analisando filmagens subaquáticas. Descobriram que os pinguins usavam o ar como lubrificante,  algo que há muito tempo engenheiros tentavam executar em barcos e torpedos. Dessa forma, havia redução do atrito com a água e que fazia com que sua velocidade aumentasse.

Quando um pinguim-imperador nada no mar, ele não consegue desenvolver sua velocidade máxima, pois existe o atrito entre seu corpo e a água. Quando ele libera o ar retido em suas penas sob a forma de bolhas minúsculas em breves arrancadas, ele dobra ou mesmo triplica essa velocidade. Essas bolhas diminuem a densidade e a viscosidade da água em torno de seu corpo. Com isso, reduzem o arrasto e a ave alcanca velocidades muito altas.

O elemento crucial está na penugem. Nelas, o ar fica retido em uma finíssima rede e pode ser liberado sob a forma de microbolhas, pois eles têm a capacidade de afofar as penas e, assim, isolar termicamente seu corpo com uma camada de ar.

Algumas empresas tentaram utilizar essa tecnologia como uma empresa holandesa que passou a comercializar sistemas baseados em bolhas para a lubrificação de navioscontêineres. Além dela, a Mitsubishi anunciou um sistema similar para superpetroleiros. Apesar dessas tentativas, nenhuma dessas tecnologias é exatamente a reprodução exata. Conclui-se que essa tecnologia permenece exclusiva dos pinguins-imperadores.

Fonte: Viaje aqui