Olá, vestibas!

Hoje resgatei um texto antigo, que li há seis anos e gostaria de compartilhar com vocês. Trata-se da diferença entre “fazer o que gosta” e “gostar do que se faz”. Essa troca sutil da ordem das palavras pode ser uma grande oportunidade para um aprendizado que acompanhará vocês, futuros profissionais, no mercado de trabalho.

Abaixo segue um resumo do ponto de vista de STEPHEN KANITZ, consultor de empresas, administrador formado em Harvard e conferencista internacional.

A escolha de uma profissão é o primeiro calvário de todo adolescente. Muitos tios, pais e orientadores vocacionais acabam recomendando “fazer o que se gosta”, um conselho confuso e aparentemente equivocado.

Seria um mundo perfeito se as coisas que queremos fazer coincidissem exatamente com o que a sociedade acha importante ser feito. Mas, aí, quem faria o trabalho à primeira vista “chato”, que ninguém quer fazer?

Teremos de trabalhar em algo que odiamos, condenados a uma vida profissional chata e opressiva? Existe um final feliz. A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa. Basta fazer seu trabalho com esmero, bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.

Aliás, isso não é um conselho simplesmente profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito na vida, vale a pena ser bem feito. Viva com esse objetivo. Você poderá não ficar rico, mas será feliz. Provavelmente, nada lhe faltará, porque se paga melhor àqueles que fazem o trabalho bem feito do que àqueles que fazem o mínimo necessário.

Se quiser procurar algo, descubra suas habilidades naturais, que permitirão que realize seu trabalho com distinção e o colocarão à frente dos demais. Muitos profissionais odeiam o que fazem porque não se prepararam adequadamente, não estudaram o suficiente, não sabem fazer aquilo que gostam, e aí odeiam o que fazem mal feito.

Se você não gosta de seu trabalho, tente fazê-lo bem feito. Seja o melhor em sua área, destaque-se pela precisão. Você será aplaudido, valorizado, procurado, e outras portas se abrirão. Começará a ser até criativo, inventando coisa nova, e isso é um raro prazer.

E você? Qual a sua opinião?

Texto na íntegra: http://www.kanitz.com/veja/fazer.asp