Para fazer uma boa prova de história, os vestibas devem dominar a História do Brasil e os presidentes da República, que desde a proclamação em 1889 compõem o cenário político do país. Entender o contexto social e político de cada período e contextualizá-lo pode fazer toda a diferença para garantir uma vaga em uma Universidade, principalmente na UFPR, que possui provas discursivas.

O caderno Vida Universitária da Gazeta do Povo publicou nessa semana uma matéria que mostra os três presidentes mais “assíduos” nas provas dos vestibulares, baseado em levantamento realizado por professores de cursinhos. Confira os pontos mais importantes sobre cada um e o que pode ser cobrado em prova. As dicas são de Daniel de Medeiros, professor de História do Curso Positivo e editor da revista Enem.

04_08_getulio-vargasGetúlio Vargas

Presidente que mais governou nosso país: de 1930 a 1934, de 1934 a 1937, de 1937 a 1945 e de 1951 a 1954. Suas características em cada governo foram marcantes, como líder da revolução, articulista do próprio golpe de Estado, ditador, nacionalista e populista.

Antes e depois da era Getúlio, alguns pontos ficaram marcados na história: a legislação trabalhista, a indústria de base, a organização burocrática em escala nacional, diversificação das exportações e o trabalhismo. Na década de 50, enquanto o mundo enfrentava a Guerra Fria, o Brasil vivia o nacionalismo da Petrobras e do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDE), que começava a incomodar a elite que estava ligada ao capital internacional.

Seu suicídio foi marcado na década de 1950 com confusões militares, tenentistas e generais influenciados pela doutrina de segurança nacional, inaugurada por Eurico Gaspar Dutra na Escola Superior de Guerra. Nesse contexto, Getúlio se vê enredado pelas tramas da política e falcatruas que estouram no atentado da Rua Toneleiros, que foi a tentativa de assassinato do jornalista e político Carlos Lacerda em agosto de 1954.

04_08_jkJuscelino Kubitschek

Governou de 1956 a 1961 e fez história com uma administração revolucionária, acompanhado do famoso arquiteto Oscar Niemeyer, que esteve à frente das principais obras urbanísticas do período. Porém é importante destacar que a trajetória do arquiteto nasce com Getúlio na elaboração do projeto do prédio do Ministério da Educação.

Kubitschek candidatou-se à presidência após a morte de Vargas. Ganhou a eleição direta mais apertada da história, quase não assumiu, mas no governo se associou ao capital internacional e fortaleceu o poder de compra da classe média, com instalação de montadoras de automóveis e fábricas de eletrodomésticos. Prometeu desenvolvimento acelerado, 50 anos em 5, construiu estradas, refinarias, portos, pontes e aeroportos. A mais famosa de suas obras foi a construção de Brasília, feita em três anos e meio.

No fim do seu governo conviveu com a insatisfação dos mais pobres, assim como frustração, decepção e descrença nos políticos. É nesta época que surge o discurso de moralizar o país que vai ajudar a colocar no poder o “pai” desse discurso, o presidente Jânio Quadros.

costaesilva04_08_Costa e Silva

Presidente bastante cobrado em vestibular, não pelo que ele fez, mas pelo que significa o período que governou, que é o acirramento da ditadura militar. Foi o responsável pelo Ato Institucional número 5, o AI-5, que dava praticamente todos os poderes ao presidente e fechava o Congresso Nacional. A imprensa ficou sob censura e houve uma onda de perseguições, prisões e torturas. Em 1969 ele fica paralítico e morre cerca de cem dias depois.

Durante o pouco mais de um ano em que governou, de 1967 a 1968, a política foi de arrocho e muitas restrições civis, principalmente em 1968, em que muitos movimentos eclodiram pelo mundo, com protestos estudantis, de intelectuais, operários, artistas e donas de casa. Costa e Silva fazia parte do grupo chamado “linha dura” do Exército, auxiliado por alguns civis conservadores, como o ministro da Justiça Gama e Silva.

Via Vida Universitária