Esse mês o Ministério da Saúde iniciou a campanha de vacinação contra o vírus da gripe H1N1.

Para entender um pouco melhor essa gripe, seus sintomas e a vacinação, conversei com o Dr. Marcos Nascimento, pneumologista e professor do curso de Medicina da PUCPR.

Ele me explicou que a diferença entre a gripe sazonal, que já conhecemos, e a gripe H1N1 é o tropismo (atração) que esses vírus possuem. O vírus da gripe comum possui tropismo pelo nariz e a garganta, enquanto o vírus da gripe H1N1 possui tropismo pela garganta, nariz e pulmão com a capacidade de provocar pneumonia mais grave.

Os sintomas são caracterizados por febre acima de 37,8⁰C, tosse, coriza, dor de garganta, dor muscular e, em alguns casos, cansaço, falta de ar, conjuntivite e diarréia. A transmissão viral pode ocorrer entre 7 a 8 dias para adultos e até 14 dias para crianças. Por isso, lave sempre suas mãos e procure tossir em lenços descartáveis.

Segundo o professor, os pacientes em tratamento hospitalar ou domiciliar devem ficar em quarentena. Como estão sendo tratados com medicamentos antivirais, isso evita a possibilidade de transmitirem um vírus que pode ter sofrido mutação.

Quanto à eficácia da vacina, por volta do terceiro mês, a pessoa vacinada terá entre 80% e 85% de proteção contra o vírus. Por isso a importância de tomar os cuidados divulgados.

Você pode pensar que esse nível de proteção ainda é baixo, mas é um nível muito eficaz. A população não só pode como deve tomar a vacina contra a gripe para estar protegida contra este vírus e suas consequências, como por exemplo, a extenção para  uma pneumonia.

O professor deu mais uma dica para quem quiser proteger-se da pneumonia: uma vacina chamada Pneumo 23 e heptavalente. Segundo ele, “essa vacina protege contra o Streptococcus pneumoniae, também conhecido como pneumococo. Uma bactéria encapsulada que freqüentemente coloniza a nasofaringe de crianças e adultos” e completa, “ela é indicada principalmente para profissionais de saúde e pessoas com déficit imunológico, quer sejam congênitos ou adquiridos, pois são particularmente suscetíveis à infecção pneumocócica”.

Sobre os emails que estão circulando com receitas caseiras de álcool em gel e dicas de plantas que protegem contra a gripe H1N1, Dr. Marcos Nascimento orienta: “Todas estas receitas constituem mitos ou superstições. Não há evidência clínica quanto à utilidade delas no tratamento da gripe. O importante é esclarecer para o estudante ou a população em geral de que, na dúvida quanto à abordagem, ao diagnóstico e ao tratamento, um profissional médico deve ser procurado para auxiliá-los”.

Fica aqui a dica!

Para conhecer o calendário de vacinação do Ministério da Saúde, acesse o site.